O ganho está na compra, não na venda
O preço na máquina tem teto, o preço de compra não tem piso. É desse lado que a margem cresce sem ninguém reclamar.
Quando a margem aperta, a primeira reação de quase todo operador é a mesma: pensar em subir o preço na máquina. É o movimento mais visível, e é o mais arriscado.
O preço de venda tem teto, o de compra não tem piso
O preço na máquina não é decidido por você. Ele é decidido pelo que o cliente aceita pagar naquele lugar. Se tem padaria na esquina, você concorre com o preço da padaria. Se o ponto é uma academia à noite, o teto é mais alto. De um jeito ou de outro, existe um limite, e passar dele derruba o giro.
Já o preço de compra depende de onde e quando você compra. E aí não existe um piso definido: sempre há a chance de comprar melhor em outro fornecedor, em outro formato de embalagem ou numa oferta pontual.
Os dois lados valem o mesmo em dinheiro
Um real a menos no custo e um real a mais no preço produzem exatamente o mesmo efeito no seu bolso. A diferença é o que cada um custa em risco.
A diferença aparece no volume
Economia na compra se multiplica por tudo que você vende. Uma redução pequena no custo unitário, aplicada a centenas de unidades no mês, vira um valor relevante sem que nada mude para o cliente.
O que isso muda na prática
- Acompanhar preço de compra deixa de ser tarefa chata e vira a principal atividade de melhoria da sua margem.
- Vale ter mais de uma fonte de compra e comparar antes de repor, em vez de comprar sempre no mesmo lugar por costume.
- Reajuste de preço na máquina passa a ser o último recurso, não o primeiro.
Quando subir o preço, então
Subir preço continua sendo necessário em um caso: quando o custo subiu de forma permanente e você já não consegue comprar pelo valor antigo nem em oferta. Aí não é escolha, é correção. Fora isso, olhe para o outro lado da conta.