Monte a planilha de preços da sua cidade
Toda oferta só é boa comparada a alguma coisa. Essa coisa é o preço que você paga hoje, na sua cidade.
Chega uma oferta no grupo: refrigerante a tanto a unidade. É bom? Depende de uma informação que só você tem — quanto custa esse mesmo item no atacado da sua cidade. Sem isso, você está adivinhando.
Por que quase ninguém sabe o próprio preço
Porque o preço de compra passa despercebido. Você vai ao atacado, enche o carrinho, paga o total e vai embora. O valor que fica na memória é o da compra inteira, não o de cada item. Aí, quando aparece uma oferta, falta base de comparação.
O que anotar
Menos do que parece. Para cada produto que você repõe:
- Produto, com marca e tamanho — refrigerante lata 350ml é diferente de lata 269ml.
- Onde comprou, porque o mesmo item tem preços diferentes entre fornecedores.
- Data, para saber se o dado ainda vale.
- Unidades na caixa e preço da caixa.
- Frete, quando houver.
Com isso a planilha calcula sozinha o que interessa: o custo por unidade. É o único número comparável com qualquer oferta.
Como usar no dia a dia
Quando a oferta chega, você faz uma conta de dez segundos: divide o preço anunciado pela quantidade da embalagem e compara com a sua linha. Se estiver abaixo, é oferta de verdade. Se estiver igual ou acima, é só anúncio.
Os dez itens que bastam
Não tente mapear tudo. Anote os dez produtos que mais giram na sua operação. Eles respondem pela maior parte do seu gasto de reposição, e é neles que economia vira dinheiro visível.
Mantenha viva
Preço de atacado muda. Revise a cada dois ou três meses, e sempre que fizer uma compra grande. Planilha desatualizada é pior que planilha nenhuma, porque dá falsa confiança.
Arquivo do Excel, abre também no Google Sheets e no LibreOffice. Ela e as demais planilhas ficam reunidas na Biblioteca. As colunas em azul são as que você preenche; o custo por unidade se calcula sozinho.